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Quando a informação vence o preconceito

Durante o mês de dezembro, a campanha Dezembro Vermelho chamou a atenção para a prevenção ao HIV, o acesso ao tratamento e, sobretudo, para o combate ao preconceito. Mais do que números, a luta contra a AIDS é feita de histórias reais. A seguir, publicamos o depoimento de uma mulher da nossa região que, protegida por um pseudônimo, compartilha sua trajetória de enfrentamento, superação e vida após o diagnóstico.

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“Eu quis viver”: um depoimento contra o preconceito

por “Ana Vitória”

Aos 31 anos de idade, descobri que havia sido contaminada com o vírus HIV pelo meu companheiro, com quem vivia há 14 anos. No início, para mim, foi um choque. Apesar de estar muito confusa e com medo, pois não tinha informações sobre o assunto, procurei ajuda e iniciei o tratamento imediatamente. A única coisa que eu ouvia falar era que o vírus levava à morte.

Eu também sabia que se tratava de um tema cercado de preconceito. Algo que pude sentir na pele. Vieram o afastamento de pessoas, os olhares e os comentários maldosos. Mas eu queria viver, e não seria isso que iria me matar, tampouco as palavras de pessoas sem informação.

Contei com o apoio da minha família e dos meus amigos verdadeiros e parti para a luta, seguindo corretamente o tratamento. Com acompanhamento psicológico e apoio, eu venci.

Há 11 anos convivo com o vírus, e hoje ele se encontra indetectável no meu organismo. Levo uma vida normal, tenho um novo companheiro que está ao meu lado e me sinto vitoriosa por ter conseguido superar essa fase difícil da minha vida.

Quero ressaltar a todos que a AIDS não mata. O que mata é a falta de informação e o preconceito. No Brasil, temos um dos melhores tratamentos do mundo. Aprendi que a maior forma de prevenção é a informação e o apoio de quem está ao nosso lado.

Hoje tenho 43 anos, me sinto cada dia mais cheia de vida, feliz e disposta a conquistar o mundo. Cada dia mais forte para superar e vencer qualquer obstáculo.

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